Eu minto tanto sobre tudo o que sinto
Minto a todo e qualquer momento, mas não como Pessoa
Minto como animal catastroficamente racional que sou
Pois A poesia é a mentira de quem lê
And suddenly a correnteza se faz ausente
E o movimento das margens leva meu barco embora
Pra bem longe
E quem era anjo se tinge de cores estranhas
E se torna serpente
De vento
E sopra e derruba
Ás vezes
Ás vezes
O muro que separa o hoje do amanhã
É mera ilusão, eu sei
Sou sincero quanto as minhas ilusões
Erro a cada segundo
Erro absurdamente com e sem razão
Erro, pois sou humano
Homo ou sapo?
E qualquer outro animal não pode errar
Eles não têm esse direito não
Não mesmo
Nem macaco, nem leão, nem jumento, nem cachorro
E a liberdade, cadê?
Quero minha jaula! Já!
Aula?
- hoje não tem professor, estão todos dispensados
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