o ódio é o reduto dos fracos. e somos todos fracos. muito fracos. uns mais outros menos, mas fracos.
dizer que ama é só pra quem tem sangue nos olhos e não nas mãos.
marcelozorzeto
Santificados sejam nossos ofensores, assim como nós magoamos a quem nos tem perdoado.
sexta-feira, 11 de março de 2016
quinta-feira, 10 de março de 2016
mini crônicas crônicas
passando pela calçada escura, quase chegando em casa, havia uma pilha de sacos de lixo. Percebi que se mexiam. quando um homem, isso um Homem, saiu de repente do meio deles e esbarrou em mim. tomei um susto. Ele: -desculpa se te assustei. eu também me assusto às vezes.
marcelozorzeto
quarta-feira, 9 de março de 2016
ponto de tangência
as pessoas tem suas razões para serem cruéis? tem.
um copo de ácido aqui, um punhal afiado acolá.
são maneiras de enxergar a vida JZé. São maneiras de vivê-las em sua plenitude. A paz é uma encomenda que caiu do caminhão de entrega. É triste ver quem fica na janela a esperar.
É desesperador. E o desespero é cruel. Eis o ponto de tangência.
marcelozorzeto
um copo de ácido aqui, um punhal afiado acolá.
são maneiras de enxergar a vida JZé. São maneiras de vivê-las em sua plenitude. A paz é uma encomenda que caiu do caminhão de entrega. É triste ver quem fica na janela a esperar.
É desesperador. E o desespero é cruel. Eis o ponto de tangência.
marcelozorzeto
sexta-feira, 4 de março de 2016
diluição de tempo
Há anos ela tem se diluído no tempo, arrastando as sandálias no asfalto quente de uma cidade vazia. Sua vida solúvel se dissolvendo num copo cheio de horas e insanidade. O tempo é como o açúcar que gruda no fundo do copo.
marcelozorzeto
marcelozorzeto
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
enchente
é uma sensação cinza essa
de amizade incompleta
pela metade
de abraço frouxo
calça de palhaço envelhecida
de saudade histérica
saudade-boca-pra-fora
que não se consome
acho que deve ser o excesso de janela que causa isso
tem muito cimento no meu sangue
estou ficando impermeável
se chover
transbordo
e lá vem a enchente...
marcelozorzeto
de amizade incompleta
pela metade
de abraço frouxo
calça de palhaço envelhecida
de saudade histérica
saudade-boca-pra-fora
que não se consome
acho que deve ser o excesso de janela que causa isso
tem muito cimento no meu sangue
estou ficando impermeável
se chover
transbordo
e lá vem a enchente...
marcelozorzeto
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
grama
sou como um burro no pasto
preciso de grama
preciso de lastro
pés fincados na terra
sombra de árvore
longe da guerra
quero paz.
marcelozorzeto
preciso de grama
preciso de lastro
pés fincados na terra
sombra de árvore
longe da guerra
quero paz.
marcelozorzeto
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
poema marginal
ontem a tarde durante a tempestade de verão na capital
eu resvalei num poema que flutuava
na enchente da Marginal
boiávamos os dois, tranquilos, mas perplexos,
na correnteza de águas turvas, que girava numa espiral
eu e o poema, o poema e eu...
olhávamos o céu
num momento sem igual...
marcelozorzeto
eu resvalei num poema que flutuava
na enchente da Marginal
boiávamos os dois, tranquilos, mas perplexos,
na correnteza de águas turvas, que girava numa espiral
eu e o poema, o poema e eu...
olhávamos o céu
num momento sem igual...
marcelozorzeto
simples
o salto da criança
que dança no sofá da sala
(a cor do sofá não sei)
anjo sem asas
a casa é só alegria
o tempo pára pra ver
a vida observa o tempo
tem sorriso
liberdade
tem amor
a criança é a poesia.
marcelozorzeto
que dança no sofá da sala
(a cor do sofá não sei)
anjo sem asas
a casa é só alegria
o tempo pára pra ver
a vida observa o tempo
tem sorriso
liberdade
tem amor
a criança é a poesia.
marcelozorzeto
domingo, 31 de janeiro de 2016
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
e se quiséssemos tudo à nossa maneira? do nosso jeito?
e queremos? e se são mais de sete bilhões de maneiras e caprichos?
diferentes entre si.
mas sempre a ordem se faz de cima pra baixo. vozes são caladas em detrimento do caos das vaidades estéreis. estéricas. não calar-se é cultivar um campo de girassóis. dar as costas ao vento e sempre olhar o único astro que me guia. não gritar de volta. deus Rá.
e queremos? e se são mais de sete bilhões de maneiras e caprichos?
diferentes entre si.
mas sempre a ordem se faz de cima pra baixo. vozes são caladas em detrimento do caos das vaidades estéreis. estéricas. não calar-se é cultivar um campo de girassóis. dar as costas ao vento e sempre olhar o único astro que me guia. não gritar de volta. deus Rá.
marcelozorzeto
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
o futuro
primeiro a gente espera
então ele chega
e logo já passa
o futuro
é mesmo bem sem graça
marcelozorzeto
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
honestidade
ser honesto consigo mesmo implica várias variáveis, quase sempre aquém da nossa capacidade de avaliar os fatos, pois a gente vive se enganando por questões que muitas vezes estão muito mais profundas do que a nossa percepção da verdade pode realmente enxergar. é um auto conhecer-se continuo e corajoso.
agora ser honesto com o outro envolve moral, ética e uma bela dose de vergonha na cara, tem a ver também com enganar-se, mas num nível canalha, é o mal caratismo adquirido e isso é inadmissível pra mim.
marcelozorzeto
agora ser honesto com o outro envolve moral, ética e uma bela dose de vergonha na cara, tem a ver também com enganar-se, mas num nível canalha, é o mal caratismo adquirido e isso é inadmissível pra mim.
marcelozorzeto
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
são paulo
são paulo é a renascidade do construcimento
um concretário de confinitudes
urbana cripta
enigmagnitude
cinzentação e esgotamento
nenhum rio e dois céus.
marcelozorzeto
um concretário de confinitudes
urbana cripta
enigmagnitude
cinzentação e esgotamento
nenhum rio e dois céus.
marcelozorzeto
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
está lá um poema parado na esquina
esta lá um poema parado na esquina, é madrugada, os carros passam, muitos carros, todos olham, ninguém cobiça, ninguém pergunta quanto é. todos tem medo daquele poema, ninguém o entende, então o julgam - alguém atira uma pedra, a pedra atinge o poema em cheio, o poema agora sangra na testa, o poema continua parado na esquina, o poema agora sangra e atesta, o poema agora sangra, o poema tem sangue - o poema também tem testa - o poema chora - em silêncio. o poema espera alguém. um (a) poeta talvez. a poeta e o poema... o poeta que não vem. não virá. a chuva é forte agora. o poema agoniza no agora do meio fio. cai no chão da calçada - chuva e sangue no agora - o poema não resiste. o poema vira poesia. não há Céu para poemas.
marcelozorzeto
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
rebelião
um dia todas as palavras vão se rebelar
greves de crase
crises de acentos graves
haverá motins de frases
verbos amotinados nos conjugando
ao invés da gente num blá blá blá sem coração
greves de crase
crises de acentos graves
haverá motins de frases
verbos amotinados nos conjugando
ao invés da gente num blá blá blá sem coração
sujeitos não se sujeitando
predicados sem a devida liberdade
se libertando
a palavra passarinho no céu feito nuvem
e o verbo céu, num rompante de alegria,
transbordará em asas afora, noite e dia
predicados sem a devida liberdade
se libertando
a palavra passarinho no céu feito nuvem
e o verbo céu, num rompante de alegria,
transbordará em asas afora, noite e dia
virgular-se poderá ser uma opção
e ao final do ponto
exclamado ou interrogativo
o espanto do amor
a declarar uma verdadeira e nova intenção
e ao final do ponto
exclamado ou interrogativo
o espanto do amor
a declarar uma verdadeira e nova intenção
palavras perdidas num vocabulário imenso
um dicionário inteiro da solidão
hão de lagrimar em cima do papel
que molhado ao final, não será um papelão
um dicionário inteiro da solidão
hão de lagrimar em cima do papel
que molhado ao final, não será um papelão
sonhar não será mais verbo
será muito mais que isso
uma renovada dimensão
será muito mais que isso
uma renovada dimensão
e o viver, será só para as palavras
pois a gente dessa terra
há de morrer da fome da ilusão.
pois a gente dessa terra
há de morrer da fome da ilusão.
marcelozorzeto
este poema É sobre a dor
mas a palavra Dor não sente
nada.
as palavras apenas MENTEM
e este poema queria muito
Chorar pra valer
e 1 coração em tempos de crise hídrica
leva um tempo pra chover de repente
santa Maria dos poetas perdidos
traZ de volta minha loucura
,que anda de verdade ausente
pois todo poeta é um louco que teima
em querer transformar pedra em gente.
marcelozorzeto
mas a palavra Dor não sente
nada.
as palavras apenas MENTEM
e este poema queria muito
Chorar pra valer
e 1 coração em tempos de crise hídrica
leva um tempo pra chover de repente
santa Maria dos poetas perdidos
traZ de volta minha loucura
,que anda de verdade ausente
pois todo poeta é um louco que teima
em querer transformar pedra em gente.
marcelozorzeto
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
recantos
o pescador, na maré alta, se exime ao mar
troca a cansada embarcação de madeira
pelo infinito e sereno chão da areia da praia
e reza pra Iemanjá pelo sono tranquilo dos peixes
porém a onda que se quebra na pedra
quebra também o sono tranquilo do pescador
mas a fé e o sonhos são inabaláveis
quando se sabe que toda água do mar
vem das lágrimas de deus
marcelozorzeto
troca a cansada embarcação de madeira
pelo infinito e sereno chão da areia da praia
e reza pra Iemanjá pelo sono tranquilo dos peixes
porém a onda que se quebra na pedra
quebra também o sono tranquilo do pescador
mas a fé e o sonhos são inabaláveis
quando se sabe que toda água do mar
vem das lágrimas de deus
marcelozorzeto
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