sábado, 30 de abril de 2011

soneto desconfigurado

se é a ultima vez que te vejo
não quero mais teu beijo de saliva ruim
se é a ultima vez que te encaro
que fique muito claro 
a porta da rua é o que mais importa agora 
                                      [aberta ou não]

se é a ultima vez que te sinto, solta meu braço
pinto a esmo, flores sem graça

se é a ultima vez que te ouço
larga do meu bolso
devolve minha alma

esta será a ultima vez deste encanto
vamos, enxuga teu pranto e vai pro outro lado da rua
que tua nudez já não me comove
e me deixa morrer em paz

marcelozorzeto

Um comentário:

Fabio Lombardi disse...

E a liberdade de nao ver mais no outro o que nos falta. Larga meu peito, devolve meu coração. Não me comove mais ver a falta que sinto de sentir o vazio causado por mim. E culpa não é tua. É minha. E não tenho saudade do adeus. Não. Tenho saudades do olhar, primeiro. Ato de pirataria: http://youtu.be/LYJrZmmdXIk