procuro onde estou
o que eu sou
o que eu espero
o que eu mais venero
às vezes finjo que me encanto
às vezes tanto
às vezes tonto
desencontros...
desencontros...
como uma pedra escondida no riacho
pelo limo verde que a encobre
a vida é também assim
escorregadia
há de se tentar permanecer em pé
escorregadia
há de se tentar permanecer em pé
o fim inevitável do tempo que corre
todos os dias em minha direção
é como um gato no telhado que se assusta e cai
sempre virado pro mesmo lado.
marcelozorzeto
4 comentários:
Por onde passo nao perco mais o meu passo. Como estou, de onde sou, o que fui, resposta está mesmo no lugar, princípio. Precipício da alma: São Paulo, terra da calma correria alheia. Minha vida ali nunca foi. Sempre esteve no futuro da vida vivida naquele soneto desconfigurado; do amigo distante que entende melhor a minha alma o soneto fica sim configurado e programado na tela de computador - de uma vida sem gatos.
Tua poesia me comove. Tão lindo, Marcelo...
Muitíssimo obrigado pela visita e pelos comentários. Um beijo no coração de todos.
Muito obrigado pela presença de vocês. Só me dá mais vontade de escrever. Bjos no coração.
Postar um comentário