
sempre que te encontro, me perco
na roda viva do tempo
que gira em minha direção
sentimento intangível
que corta fundo no peito, mas não sangra
e a carne exposta derramada sobre a pele
é como bálsamo em gotas de urgência
nas noites quentes com sol a pino
um suor frio de pernas comovidas me congela
sempre que me perco, basta que eu te encontre
perdida na esquina, minha fiel cafetina
e sigo na direção da sua eterna canção
e sigo na direção da sua eterna canção
cantando o refrão do seu corpo,
que quase já sei de cor
que quase já sei de cor
labirinto viciado que alicia os meus desejos
sexo que corta a minha boca em fatias largas
sangue quente a jorrar nos teus seios mórbidos
fecunda em ti meu verdadeiro ser ainda adoecido
pois tenho a certeza de serpente encurralada
que envenena e mata
que envenena e mata
mas não perde a razão.
marcelozorzeto
Um comentário:
Gostei da escolha da foto!
:*
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