segunda-feira, 11 de abril de 2011

POeMA De PEdrA

a palavra de aço dura
   é dura como a vingança alheia é fria
         respinga sobre o papel, a tinta canalha
              que escreve e borra quando acha melhor
                     poema de pedra que desce morro abaixo

e esmaga quem mora nas entrelinhas

sem dó nem piedade

sem o pavor de ser piegas

poema anfíbio, batráquio, que pula sobre a

cadeira

e se torna notável no tapete azul


                                                          a palavra dura, 
                                                      de aço, 
                                                  de osso, 
                                             de uníssono grito.
                                         poema de pedra.

marcelozorzeto

2 comentários:

Anônimo disse...

As vezes tenho raiva. Raiva de mim. E raiva por ter raiva de mim. As sobras das aparas da alma que reza nenhuma, em hora nenhuma- ora talvez fossem necessarias para curar o que nao se entende. Nao nao foi a lingua. Nem a linha. Agora entendo. Moro na entrelinha e a pedra, que desceu morro a baixo mostrou me que morro. Morro em mim sem saber que carnaval fora este. De um caleidoscopio de mim mesmo. Anoninimo. E este mesmo e meu nome.

Marcelo Zorzeto disse...

Sr anônimo, gostaria de frisar que sua poesia é sempre bem vinda nesse humilde blog, que nada mais quer, a não ser mostrar poesia, não a poesia daqueles que não leem, e querem tudo mastigado, mas a poesia da alma, do corpo e da mente acesa em noite sem lua. É uma honra das maiores tê-lo por aqui.