a palavra de aço dura
é dura como a vingança alheia é fria
respinga sobre o papel, a tinta canalha
que escreve e borra quando acha melhor
poema de pedra que desce morro abaixo
e esmaga quem mora nas entrelinhas
sem dó nem piedade
sem o pavor de ser piegas
poema anfíbio, batráquio, que pula sobre a
cadeira
e se torna notável no tapete azul
a palavra dura,
de aço,
de osso,
de uníssono grito.
poema de pedra.
marcelozorzeto

2 comentários:
As vezes tenho raiva. Raiva de mim. E raiva por ter raiva de mim. As sobras das aparas da alma que reza nenhuma, em hora nenhuma- ora talvez fossem necessarias para curar o que nao se entende. Nao nao foi a lingua. Nem a linha. Agora entendo. Moro na entrelinha e a pedra, que desceu morro a baixo mostrou me que morro. Morro em mim sem saber que carnaval fora este. De um caleidoscopio de mim mesmo. Anoninimo. E este mesmo e meu nome.
Sr anônimo, gostaria de frisar que sua poesia é sempre bem vinda nesse humilde blog, que nada mais quer, a não ser mostrar poesia, não a poesia daqueles que não leem, e querem tudo mastigado, mas a poesia da alma, do corpo e da mente acesa em noite sem lua. É uma honra das maiores tê-lo por aqui.
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