sábado, 3 de dezembro de 2016

sábias-laranjeira

pode deixar o vento burilar na sua pele, minha estrela-menina do mar. pode beijar o sol, com lábios de caracol, meu pequeno menino cor-de-terra, mas permita que o amor-sangue-nosso, mangue-aço-etílico, nos embriague da cabeça aos tantos pés entrelaçados na grama do belo brincar. veste lua, o seu pijama de prata, e nos convida pra valsa das suas fases perfeitas, pois a madrugada, a mansa e morosa madrugada, é um bom lugar pra se esconder da morte, entre os muitos sonhos e o canto dos sábias-laranjeira.

marcelozorzeto

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