sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

o jardim das borboletas

fugindo ele corre...
corre e entra às pressas num jardim qualquer,
aleatório e alienado
ele corre
a grama é cinza-chumbo e as flores
de um estranho gás neon verde-bandeira
Lhe retiram o corpo,
lhe roubam a carcaça,
a gravidade lhe arremessa,
recebe carícias deturpadas de coturnos grossos e indignos,
é outono e todas as borboletas estão mortas,
estranhamente mortas por uma espécie de crucificação.

marcelozorzeto

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