sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

notas sobre um presente não muito distante

eu não me conformo, mas também não me desespero mais, não tenho mais tempo nem cabelos pro desespero. ninguém os tem... da escuridão que existe dentro e fora de mim, eu enxergo a silhueta de corações aborrecidos e envelhecidos... e é pela lua insistir em nascer, mesmo tarde da noite, que muitas vezes me permito ver o contorno daquilo que acho ser o real. contornos impalpáveis, na fumaça dos pensamentos que nem sei mais se são os meus (certamente não são). quero recomeçar do zero, mas ninguém pode recomeçar do zero. é impossível... estamos todos muito viciados de meios e fins. o começo só é o verbo pra quem ainda não entendeu como se soletra a palavra vida. e é simples:

F-O-D-A-S-E

marcelozorzeto

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