andando na avenida central desta capital de concreto, me deparo com a vitrine da loja modesta, paro e me olho no espelho, como todo bom Narciso, e me pego incompleto, surpreso e indiscreto aos olhos das pessoas que passam solitárias. num leito largo dessa mesma avenida, por onde passa um rio sólido de asfalto quente, pessoas atravessam, se olham, se esbarram, mas não se deixam atravessar... são corações que naufragam nessa maré dos desencontros e a solidão é uma espécie de busca por sobreviventes.
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