sexta-feira, 1 de abril de 2016

tempo rio

passo pelo tempo como um rio pelo seu leito
caudalosamente e tenro
escorro por horas estreitas e xícaras de café amargo
sou como a água no fluir dos meus sonhos e tenho a flor da morte dentro do peito
corre dentro de mim sangue, inverno, margem, além de solidão
estanco os pensamentos vis, me desespero na razão dos fatos guardados do amanhã
o meu navegar nesta vida, senhora, é sem direção
no encontro com as águas do mar torno-me eterno e plácido.

marcelozorzeto

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