Sou leve aos olhos alheios e indelével às avessas também, pronto para voar quando ganhar as asas certas ao tamanho do meu voo. Plano sobre meus planos e me vou em círculos, sem chegar ao mar que busco em sonho, insone. Do outro lado da rua sempre tem mais sombra, e os carros passam acidentalmente sem parar.
A noite chega
as luzes acendem
a lua ascende
e o sol apaga os sorrisos ingênuos das crianças sem esmola que brincavam no sinal.
Dança para mim uma canção que me faça lembrar do agora em diante e descer aos céus mais afim de brincar do que vagar entre nuvens de algodão.
Preso a minha própria indecisão do ser ou não criança, abdico da minha alma, espírito e de uns trocados que tenho no bolso, mas não abro mão dessa sede absurdamente abrupta, que todo mundo me diz ser em vão.
as luzes acendem
a lua ascende
e o sol apaga os sorrisos ingênuos das crianças sem esmola que brincavam no sinal.
Dança para mim uma canção que me faça lembrar do agora em diante e descer aos céus mais afim de brincar do que vagar entre nuvens de algodão.
Preso a minha própria indecisão do ser ou não criança, abdico da minha alma, espírito e de uns trocados que tenho no bolso, mas não abro mão dessa sede absurdamente abrupta, que todo mundo me diz ser em vão.
marcelozorzeto
Um comentário:
Belo texto.
Os meus dias às vezes são assim, em que eu vivo constantemente dopado com a realidade e fantasiando com o que há de vir. Apenas rezo pra que não esqueça de sonhar.
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