Corre e vê se ainda consegue pegar o bonde do teu destino, perdido em alguma estação que já nem existe mais.
Chora e lamenta a triste epopéia que talvez tenha sido o nosso encontro entre as estrelas que já se apagaram há milhões de anos.
Lembra depois que a felicidade é uma deusa invisível, uma quimera que vive a perturbar os corações mais desavisados.
Que seja o amor um sinal da mortalidade humana, ou quem sabe a razão do existir;
Que a cada ser humano que se atira de um arranha-céu, faça nascer em nossa raça uma vontade infindável de encontrar o infinito.
Com a graça dos dias alegres e ensolarados, subamos a ladeira de nossos escandalosos desejos e sejamos sinceros uns com os outros pelo por menos uma vez.
Para aguardar o dia em que descobriremos, que a vida acaba sem avisar, e que qualquer lamento durante seu percurso é mero capricho de quem não sabe sequer onde está.
marcelozorzeto
2 comentários:
Marcelo, mais um texto belíssimo!
Parabéns pelo talento!
Se eu pudesse guardaria esse texto em um livro de "histórias atemporais", para que as infinitas gerações que estão por vir pudessem ter seus corações tocados como o meu acabou de ser... :)
Inspirador!
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