Tá ali um fato estendido no chão,
ali naquele chão tão disforme,
chão sujo de meio dia, dia e meio (o show da fome)
em posição de feto, ele me consome
tento impor meu afeto e uma frase inconforme...
um poema e o meu ódio,
decanto minha impotência
fico em silêncio
diante àquele ser sem nome
sem rg, cpf e endereço
sem direito a um recomeço qualquer
da boca do homem,
saliva da vida que escorre e molha o sol da calçada.
é meio dia e ainda tem a tarde inteira, meu deus.
você nem existe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário