quinta-feira, 6 de julho de 2017

a mulher do trem

não desejo, nem espero que as palavras ditas e escritas sejam importantes, não dou tanto valor à importância que elas tem. me apego facilmente às coisas que ainda ninguém disse. e às coisas que ninguém nunca irá dizer são as que me prendem à realidade que eu invento. hoje uma mulher no trem, em silêncio, tinha o semblante de uma figueira esquecida pelo tempo. ela tinha as respostas do mundo em seu olhar. um deus, entristecida.

marcelozorzeto

Nenhum comentário: