sinto do meu quarto o cheiro farto e ofegante que vem do fim da madrugada
que traz o futuro
que se rasga em presente
que nos livra da noite com os primeiros raios tímidos de sol
manhã sem sutileza, quase capital
a neblina insistente encobre com o cinza o que antes também já era cinza
um novo dia trazendo aquela mesma velha oração
enferrujada pelas horas
os olhos que contemplam o céu azul-chumbo
se enchem de esperança e se fecham finalmente
repouso minha fé e meu corpo
nas cinzas da noite que se foi
foram tempos difíceis eu sei.
marcelozorzeto
Nenhum comentário:
Postar um comentário