quarta-feira, 15 de agosto de 2012

silêncio

meu ser se assemelha ao céu que é somente seu
seu céu em meu ego cego, que segue adiante e ateu
ser seu sertão num cercado de sol à pino, um caracol...
sou instantes, um pouco antes da boca encontrar o anzol.

sou você sem fim ou sem mim
e minha alma só se acalma 
se em nossa cama,
em nosso jardim.
seu ser no meu sol, sem fazer sombra, sem me fazer só
meu eu, volúvel, solúvel ao me transformar em pó
desfazendo o nó
sem dó nenhuma de mim
de uma dor nem tão doída assim.
meu eu, seu nosso
seu meu, eu posso

no sal dessa terra, desse deus morto 
nessa cidade triste
nesse mundo insosso
de almas tristes e pensamento torto.

marcelozorzeto

2 comentários:

Camila disse...

Gosto tanto, e sempre, e mais!

Marcelo Zorzeto disse...

Eu gosto mais ainda de você!