sábado, 17 de setembro de 2011

A Cá, aqui e ...

a vida é tão breve
e eu aqui perdendo meu tempo 
pensado no tempo 
que passa

e quando vejo, o dia já foi 
e outra noite me abraça
teus cabelos me confortam 
e nada além disso tem a menor graça

então me acusam de querer o nada
mas eu quero o tudo
eu quero as mãos dela entrelaçadas nas minhas
dançando, rodando pela praça daquela canção do Chico

sinto que o tempo voa, foge do frio e nunca mais volta
vão-se os pais, os amigos 
e as maçãs que esquecemos fora da geladeira
ficam as lembranças, o choro e a vontade daquele momento a mais no meu dia
dia que corre, 
corre e dança uma dança enlouquecida e engraçada
nada é pra sempre, nem o pra sempre é infinito
infinito é o amor que sinto sozinho
pela vida e por ela
por nós dois
juntos
a sóis


marcelozorzeto

3 comentários:

Fabio Lombardi disse...

Nada é pra sempre. Para. Sempre para aqui, acolá. E a Cá, chiquérrima como a musica que sempre toca, sempre fica, infinita.
Sempre para. Para a vida para que sejamos sempre infinitos. Como a infinita vontade de sempre ter mais tempo. Mais vida. Sem prece. Sem preco. Sem medo. Sem tempo.

Camila disse...

E poemas nascem assim, em tardes quentes onde tudo o que mais se quer é ser livre... pra voar.
Beijos, poeta!

Marcelo Zorzeto disse...

Os meus grandes comentáristas. Obrigado por sempre estarem aqui. BJos no coração.