domingo, 4 de setembro de 2011

Superficial ou a grande incapacidade de se aprofundar em alguma coisa


A casa é azul e tem portas e janelas
O café cheira bem

A rua que sobe, às vezes é usada também pra descer
Mas não na mesma proporção

A minha impressão digital é analógica
O meu amor dorme

A tarde é o domingo inteiro
O sol brilha quente lá fora

Eu e cadeira
Tem futebol

O relógio faz tic e para
A parede cor de creme

O sapato na sala
O mundo gira com todo mundo dentro

E todo mundo gira e não percebe
Eu também dormi

Tudo parado
A cortina cobre o sol

Me doem as costas e os braços
So far away from me

O ovo na porta da geladeira
A luz acesa pra que?

Parabéns pra você
Quando o cansaço vem e já é tarde demais para se descansar

Resta o último fôlego até cair na cama e sonhar
Quando não resta o fôlego

Quando não resta a cama
Quando não resta o sonho

Resta o nada ou tudo
E a incrível necessidade de ser o hoje

Sou cada vez mais fã da despretensão
Não da falsa

Mas da boa e verdadeira despretensão


marcelozorzeto

3 comentários:

Camila disse...

... ou um pouco mais sobre o que não precisamos explicar. Muitas vezes a vida é só sentir, ainda que desordenadamente.

:*

Marcelo Zorzeto disse...

eu ando meio desordenado...eu acho. Os sentimentos assumem o meu rumo.

Anônimo disse...

The path of excess leads to the Tower of Wisdom