domingo, 1 de maio de 2011

fugaz

procuro onde estou
o que eu sou
o que eu espero
o que eu mais venero

às vezes finjo que me encanto 
às vezes tanto
às vezes tonto
desencontros...

como uma pedra escondida no riacho
pelo limo verde que a encobre 
a vida é também assim
escorregadia
há de se tentar permanecer em pé

o fim inevitável do tempo que corre
todos os dias em minha direção
é como um gato no telhado que se assusta e cai
sempre virado pro mesmo lado.

marcelozorzeto

4 comentários:

Fabio Lombardi disse...

Por onde passo nao perco mais o meu passo. Como estou, de onde sou, o que fui, resposta está mesmo no lugar, princípio. Precipício da alma: São Paulo, terra da calma correria alheia. Minha vida ali nunca foi. Sempre esteve no futuro da vida vivida naquele soneto desconfigurado; do amigo distante que entende melhor a minha alma o soneto fica sim configurado e programado na tela de computador - de uma vida sem gatos.

Melina F. disse...

Tua poesia me comove. Tão lindo, Marcelo...

Marcelo Zorzeto disse...

Muitíssimo obrigado pela visita e pelos comentários. Um beijo no coração de todos.

Marcelo Zorzeto disse...

Muito obrigado pela presença de vocês. Só me dá mais vontade de escrever. Bjos no coração.