quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

sem número

eu tenho a sorte do peixe no anzol
da mordida lasciva 
ao gesto uniforme

o que me consome é a vontade no peito
e o desrespeito pelo que sou

a boca ferida
mordida e fisgada

não há palavra frouxa
todas me saem justas e com um gosto amargo 

ferro e saliva, 
verbo esquecido no tempo

no entanto o espanto é só meu e de mais ninguém.


marcelozorzeto

Um comentário:

Unknown disse...

MARCELO VÍ SEU TRABALHO E FIQUEI MUITO FELIZ.
PARABÉNS.
NÃO SEI SE LEMBRA DE MIM, FIZEMOS FACULDADE JUNTOS, SOU MÁRCIA.
MANDE NOTÍCIAS.
FELICIDADES.