a arte é antes de mais anda, algo que vem pra nos inquietar, incomodar, tentar nos mostrar o aspecto do real, nos fazer entender a importância do risco que se esconde nas frestas do cotidiano; cotidiano que insiste em nos aprisionar nesse imposto comodismo frio e mórbido. e inquietar-se é por-se em movimento denotativo e conotativamente. e vida é movimento, vida é risco, vida é ter consciência da morte sem se deixar contrair pelo medo da finitude. eis o grande perigo da arte: descobrir o real, revelar a crueza da vida, nos colocar em contato consigo, reconhecer que somos nossos próprios deuses e consequentemente nos reconhecer como o outro que somos.
marcelozorzeto
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