frente a frente com seu opressor,
quis lhe dar um soco na cara
tanta dor e sofrimento guardados no peito,
uma oportunidade mais do que rara,
mas ao cerrar o seu punho, sentiu em suas mãos apenas palavras...
ofereceu então a outra face como num gesto de amor
como um bom homem do campo que a sua fértil terra lavra.
aquele que ansiava por sangue,
foi para casa decepcionado
não houve guerra nesse dia,
esse não era o combinado
e para saciar o desejo e o ódio de todos,
o homem com palavras na mão e amor em sua face
foi duplamente crucificado.
marcelozorzeto
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