não quero falar da morte que te assusta, pois essa você não irá viver
falo da morte que te custa... o dia, o tempo, a sombra sem você resistir
a morte das flores no outono, ou da noite escura ao amanhecer
do sol no cair da tarde, de um sorriso ingênuo de criança ao se ferir
não há destino mais fiel que o fim de cada coisa que teima em existir
mas o fim não me preocupa e sim a chuva rala que insiste em molhar
todo o meu longo caminho, e me enxarca o corpo já cansado de cair
a nossa morte, minha gente, é diária, tal qual a vida que tenho que levar.
marcelozorzeto
Nenhum comentário:
Postar um comentário