segunda-feira, 8 de agosto de 2016

todo poema é

cuidado, todo poema é uma carta de autodestruição abre-se demais as portas da casa, escancara-se ao verbo vulnerabilidade da carne, dos ossos, do peito em demasia desprotege-se, vira alvo fácil todo poeta é um suicida-social escrita sobrevida, deixa-se morrer revela-se, cai do céu todo poema rompe um pacto onde a verdade não é permitida e atirar-se da janela é muito, muito provável todo poema é um arranha-céu de onde me atiro o corpo que cai é de verdade (a única verdade) é poesia em forma de vento. marcelozorzeto

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