ontem a tarde durante a tempestade de verão na capital
eu resvalei num poema que flutuava
na enchente da Marginal
boiávamos os dois, tranquilos, mas perplexos,
na correnteza de águas turvas, que girava numa espiral
eu e o poema, o poema e eu...
olhávamos o céu
num momento sem igual...
marcelozorzeto
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