marcelozorzeto
Santificados sejam nossos ofensores, assim como nós magoamos a quem nos tem perdoado.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
está lá um poema parado na esquina
esta lá um poema parado na esquina, é madrugada, os carros passam, muitos carros, todos olham, ninguém cobiça, ninguém pergunta quanto é. todos tem medo daquele poema, ninguém o entende, então o julgam - alguém atira uma pedra, a pedra atinge o poema em cheio, o poema agora sangra na testa, o poema continua parado na esquina, o poema agora sangra e atesta, o poema agora sangra, o poema tem sangue - o poema também tem testa - o poema chora - em silêncio. o poema espera alguém. um (a) poeta talvez. a poeta e o poema... o poeta que não vem. não virá. a chuva é forte agora. o poema agoniza no agora do meio fio. cai no chão da calçada - chuva e sangue no agora - o poema não resiste. o poema vira poesia. não há Céu para poemas.
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