todo poeta anda pelo meio-fio de uma navalha cortante, com o sol efervescente da tarde, pulverizando seus quase sonhos. teima em enxergar um futuro no horizonte que sempre tende a se acabar em pó. levita as fagulhas, voa com anjos de barro, flutua em nuvens de ferro e chumbo. se banha na chuva da morte, no ácido na chuva, vaporiza seu sangue, alquimia do meu sangue... e no paraíso, com o chão em brasa, se arrisca sempre a andar com os pés descalços.
marcelozorzeto
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