confesso que enlouqueço, que tropeço e que padeço, e que me faço de sonso sem nenhum adereço. que me canso de tudo e que me calço aos soluços, de sutilezas adornadas e sensações sem fins lucrativos nesse longo percurso. e que pra acertar o alvo em cheio, com sorte, sem errar nos meus anseios, ou perder o meu próprio norte, é preciso despencar sem medo, subir ao céu da morte, tocar a escuridão com os dedos, num profano e profundo corte, pra me fingir de forte até o dia do meu desenredo.
marcelozorzeto
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