segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

o pio do polvo

O poeta fura o papel com a palavra afiada
A língua saliva sangue e endurece os corações
Mas a mão sem fuzil não é tão branda quanto parece
Aceno de pena e nanquim pode cegar

Corre corre corre
Que a Cuca vem pegar
Hoje não tem futebol
Tem revolução
Só há ingressos pra geral
Se for pra guerra, quero arquibancada


marcelozorzeto

Nenhum comentário: