quinta-feira, 30 de junho de 2011

sampa



São Paulo, 
                  a cidade que eu amo é cinza

A cidade que eu amo, 
                                   desaparece no céu invisivelmente azul

Do prédio da Augusta, 
                                     a vida não dorme nem acorda

O sonho feliz de cidade é pesadelo cotidiano de hipocrisia

No bom retiro da liberdade, 
                                           os mendigos presos à miséria craqueando as ilusões

Putas de salto, 
                       minissaias do acaso da vida fácil nada fácil

Cosmopolitamente racial,
                                         os gêneros se misturam como água e óleo

E veloz, 
             a Sampa do meu coração se dissolve em prantos fiéis

Onde poluição e emoção confundem meus olhos e choro

E mesmo assim, 
                          nada acontece no meu coração.

marcelozorzeto

Um comentário:

Camila disse...

E sempre acontece.

E sempre é bom ler um texto que nos faz sentir parte da história. De uma forma ou outra. Imaginária ou não.